Colocada a primeira pedra do intercetor do rio Tinto

19 de Maio de 2017
Intercetor 1 473 1000

"A colocação da primeira pedra da obra do intercetor do rio Tinto assinala o início de uma intervenção que vai mudar positivamente o rio Tinto e toda a zona oriental do Porto. Não é demais recordar que o rio Tinto, a sua poluição e o estado da massa de água é um problema com mais de 30 anos. O rio que dá nome à maior freguesia do Norte do país foi desprezado, maltratado, desviado e até entubado", descreveu Marco Martins no lançamento da primeira pedra da construção do referido equipamento, esta tarde, numa cerimónia que juntou o Primeiro-Ministro, António Costa, o Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, entre outras individualidades.

Para o Presidente do Município de Gondomar, este projeto "permitirá revitalizar as margens, devolvendo-as à população, tratar o leito, e unir o centro de Rio Tinto ao rio Douro até ao Freixo, atravessando o parque Oriental do Porto e permitindo ligar quer ao percurso do Polis de Gondomar, quer à marginal do Porto até à Ribeira".

Marco Martins lembrou, a propósito, o projeto de construção de um parque urbano no centro da freguesia, numa área de 36.500 metros quadrados, que custa cerca de 2,6 milhões de euros suportados integramente pela Câmara de Gondomar e que tem início em junho próximo.

Em causa está a colocação de um equipamento entre as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) do Meiral, em Gondomar, e do Freixo, no Porto, projeto cuja candidatura ao Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) foi aprovada em dezembro de 2015. O montante da obra ronda os nove milhões de euros.

"Este não é só mais um investimento público. É um investimento público que qualifica um rio, que qualifica um espaço e valoriza um território. É essencial para a qualidade de vida da população de Gondomar, do Porto, de todos aqueles que querem usufruir da bacia hidrográfica do Douro e sobretudo valoriza um bem finito que temos de proteger que é o ambiente", disse o Primeiro-Ministro.

Antes Matos Fernandes tinha referido que "o estado ambiental do rio está classificado como mau", enfatizando que assim é dado início à resolução de um problema ambiental "antigo", indo exatamente ao encontro das ideias partilhadas pelos autarcas de Gondomar e Porto, Marco Martins e Rui Moreira, respetivamente.

Também Rui Moreira falou dos benefícios da despoluição do rio, afirmando que "se em Gondomar esta solução representa solucionar um problema muito antigo que resultava na incapacidade do rio diminuir a poluição que depois seguia para o Porto", no lado do Porto o projeto "representa uma enorme oportunidade de desenvolvimento, qualidade e investimento". O Presidente da Câmara do Porto falou da duplicação da área do Parque Oriental da Cidade, passando dos atuais nove hectares para 20 hectares e do desenvolvimento de Campanhã, uma freguesia na qual foram "definidas duas áreas de reabilitação distintas" e para onde estão projetadas "obras estruturantes que começarão brevemente" como o matadouro e o terminal intermodal, descreveu.

A construção deste intercetor vai permitir reabilitar o emissário existente que tem mais de 25 anos, numa extensão de 1.950 metros. Prevê-se ainda a construção de um exutor com 4.100 metros, que permitirá a união das descargas de duas ETAR (Rio Tinto e Freixo) que servem mais de 140 mil habitantes. Soma-se um exutor submarino para entrega dos efluentes tratados no rio Douro, junto à ponte do Freixo.

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