“O português não é melhor nem pior que os outros povos”

01 de Novembro de 2017
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"Depois de Guilherme d'Oliveira Martins ter aceite o convite para encabeçar mais uma conferência do Ciclo de Conferências, aqui em Gondomar, a fasquia vai ficar muito elevada, no que toca à cultura. Porém, a ideia é exatamente essa", referiu, ontem à noite, o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, no Auditório Municipal de Gondomar, na abertura da preleção subordinada ao tema "A influência da Cultura Portuguesa no Mundo", moderada pelo jornalista Mário Augusto.

"Não há povos perfeitos, todos têm os seus defeitos e qualidades, e por isso mesmo, são perfeitos na sua imperfeição. O português não é melhor nem pior que os outros povos, simplesmente somos melhores na adversidade que no sucesso, basta ver o exemplo da crise que aqui deflagrou", começou por dizer o convidado de honra.

"A Língua Portuguesa é a mais falada no hemisfério sul e a terceira mais falada a nível mundial, o que faz com que haja uma projeção global e universal desta nossa língua, fazendo com que seja uma das cinco com maior crescimento global num futuro próximo", sentenciou Guilherme Martins. “Ao contrário da ideia que corre, os portugueses não são bons no improviso, nem foi isso que nos levou tão longe ao longo da História: somos, sim, um povo de trabalho, de preparação e de vontade”, salientou o atual coordenador nacional do Ano Europeu do Património Cultural.

Para o preletor, “não é a continentalidade que nos define e à nossa independência, mas sim a força da dedicação, o espírito de peregrinação e o mar. Não somos porque quisemos, somos porque queremos ser, e o património e a cultura portuguesas – que vão desde a gastronomia à literatura – devem ser lembrados do passado, como o tempo dos Descobrimentos, mas com o intuito de sermos grandes no futuro", afirmou Guilherme d’Oliveira Martins.

Guilherme d'Oliveira Martins, convidado desta segunda conferência do Ciclo de Conferências, é licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas. Foi Secretário de Estado, Ministro da Educação, da Presidência, das Finanças e, ainda, deputado da Assembleia da República, por sete legislaturas, entre outros cargos de destaque em prol do bem comum.

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