Cuidar do bem-estar das pessoas

06 de Dezembro de 2017
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José Fernando Moreira, Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Gondomar, sublinhou a necessidade de “cuidar do bem-estar das pessoas”, razão pela qual “em boa hora os municípios de Gondomar e do Porto, com o patrocínio da ARH, assumiram uma posição conjunta face ao problema” do rio Tinto. Estas palavras foram proferidas, ontem à tarde, durante a apresentação pública do projeto de construção do intercetor do rio Tinto, que deverá estar concluído em maio de 2019.

Não surpreende, por isso, que os promotores do projeto assumam que o caudal daquele curso de água “deverá atingir o bom estado ecológico” até ao afinal de 2021. “Esta empreitada beneficiará diretamente as freguesias de Rio Tinto e de Campanhã, mas acima de tudo contribuirá para a regeneração e valorização do ecossistema ribeirinho, da biodiversidade a ele associada e para a qualidade de vida das populações”, sintetizou José Fernando Moreira.

Em causa está a colocação de um equipamento entre as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) do Meiral, em Gondomar, e do Freixo, no Porto, projeto cuja candidatura ao Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) foi aprovada em dezembro de 2015. O montante de investimento ronda os nove milhões de euros, a obra teve início em maio deste ano e, neste momento, decorre em sete frentes, três em Gondomar e quatro no Porto, num total de 27% de empreitada executada, fruto do período de seca que Portugal vive.

Já Filipe Araújo, Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto, com o pelouro do Ambiente, destacou que este é “um dos projetos de nível ambicioso em curso no Norte do País” e que visa “uma solução para o maior problema ambiental do Porto”.

José Fernando Moreira e Filipe Araújo apelaram a todos para que as populações "vivam o espaço, mas sobretudo o preservem" e valorizaram o diálogo entre as duas autarquias no que se refere a, vincaram, "um sonho com muitos anos".

O rio Tinto nasce nos Montes da Costa (Ermesinde, Valongo) e desagua no rio Douro (zona do Freixo, Campanhã, Porto). A bacia hidrográfica do rio Tinto – que abrande quatro concelhos: Valongo, Gondomar, Maia e Porto – tem uma área de aproximadamente 22,8 km2 e o curso de água (e seus afluentes) estende-se ao longo de 6,3 quilómetros de comprimento.

Os engenheiros Gorete Matias e Samuel Cardoso, da Hidrofunção, empresa responsável pelo desenvolvimento técnico do projeto, apresentaram o projeto a responsáveis camarários, técnicos e associações locais.

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